sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ALGORITMO - jargão wikcionario wik dicionario jargão verbete lexicografia glossario verbete jargão terminologia wikiquote wikisorce vocabulario


Tinha um plano de saúde
Mas não saúde
Para dar e vender
Só plano de ter saúde
- da saúde que não tinha
O plano era bom
Para a saúde do médico
E o desenvolvimento do monstro
dentro do estômago do médico
e do monstro de Stevenson
( novelista poeta e escritor que nasceu em Edimburgo e morreu em Apia, Samoa)
Por trás da corporação de médicos ( e monstros )
Saudáveis e afáveis
O plano seria até benfazejo
No planisfério
Se não alimentasse mais o médico
E o corpo de saúde
Que o paciente
a parturiente
o Indigente
de saúde pública
e privada ( privativa)
Face ao contrato-distrato
Que merece um tratado
Sobre o trato e o menoscabo
Que um contraente assume
Para gáudio de outro contratante
Na relação contratual
Na qual somente na ficção jurídica
Ambas as partes estão em pé de igualdade
porque na realidade estão em guerra
na declaração de guerra de Hobbes
ao escriturar o "Leviatã
aquele outro monstro
agora estado de direito
( para si em si maior, major
e de deveres e obrigações
para os demais do "demo"
na democracia risível
que ostentamos )
Porém tinha um porém
O plano de saúde
Ocultava no contrato-distrato-maus-tratos
Em letras não escritas
Sob signos invisíveis
Que não era plano de saúde
Mas de doença
Pois quem tem saúde
Não tem plano para doença
Não sofre “apaixonadamente”
Em “pathos”
( exceto pela bela
- a bela que passa
e deixa um rasto
de beleza pintada por Tolouse-Lautrec
em lupanares
prostíbulos
patíbulos
sacrários )
Do pato da patologia
Em seu quá-quá ( do Pato Donald Disney )
Que penso
Ser onomatopeia tomada de água
- do vocábulo água
Em simples glossário em vernáculo
Coisa –em-palavra para não se dizer em dicionário
algoritmo invocabular
invocabulado
invocado
convocado
vocado
vocar
Nem tampouco em jargão profissional
No bestiário daqueles que fazem profissão de fé
No bule com café
No bulevar sem ar
- imaginário bulevar!
porquanto tudo que é comércio
Ou está para mercar
Mercante em navio
É plano para doença
Apregoando saúde
Como a Sadia
ave da sadia
não é sadia
- e a Sadia
deveria se denominar “Doença”
Perdigão-Perdigueiro-perdiz-
dolicocéfalo...
conquanto traga em nomes atraentes
onomatopaico talvez
quiçá onomatopéias invisíveis à leitura a olho nu
- literatura que esconde
a doença na Sadia
que não passa
a Sadia com seus peixes putrefactos
apenas de uma ou mais de uma corporação integrada no sistema
Produtora de doenças
Como tudo o que vem do mercador
Que quer vender
O peixe putrico e mefítico
Como peixe fresco
como como
ou penso que como
Tudo o quese vende
no mercado negro ou branco de fantasma no lençol santista
Não é a verdade da filosofia
Nem a poesia da mulher
A revolutear o corpo tenro
Na flor do amor fetal
fatal
cloreto de potássio
hidrato de animal
na mixórdia da química
com a línguagem na matemática
na álgebra em zebra
listrada
listada
preto no branco
xadrez em retas paralelas
para um plano de espaço euclidiano
- infinitos planos
em intersecção no espaço euclidiano
radiano
em grau-grado-grou
ou...
( Todavia para que isto seja poema
Carregue poesia ao colo
É mister que diga eu
Que um miosótis
- um miosótis-Tereza
que passa pressurosa
pela senda da rosa
Fugiu-fulgiu
Na boca minha filha
Quando ela era
Um pedaço de poesia com todo o mel das abelhas
todas em favos
E todo néctar e pólen e própolis do universo
Assim como era
A era geológica do meu filho
E o período por que passa meu neto
Outrossim na Tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev
Como todos os corpos em carne viva
Lá estão
Na faixa dos períodos de tempo
Que constituem o tempo do tempo
Divididos racional e tecnicamente na química
em períodos de tempo
nos quais o tempo existe dentro do tempo maior-imaginado
pelo racionalista filosófico
Conforme provou Mendeleev
Sábio e gênio russo
Que criou a linguagem da química
Cujos caracteres mesclam signos e símbolos
Com figuras geométricas
Em casa de abelha e vespa
Que se ilumina no vocábulo marimbondo
Em lexicografia tupi-guarani
Mesmo lexical para tomar guaraná
Face ao iguarapé guapo
Ao lado do lobo guará
( “Chrysocyon brachyurus” )
Moribundo aguará
Aguaraçu
Nativo canídeo da América do Sul
Diz Wikipédia sobre o lobo-guará
que é uma “relíquia da fauna plistocênica”
( do Plistoceno ou Pleistoceno )
E a ave ciconiforme rubra
guará-pitanga
guará-rubro
íbis-escarlate
no latim "Eudocimus ruber")

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

IMPLÍCITO - vocabulario wikcionario wik dicionario vocabulario glossario jargão verbete terminologia etimo etimologia wikiquote wiksource

Dmitri Mendeleev em 1897.

Dmitri Mendeleiev ( Mendeleev ) põe a química no âmbito de uma linguagem ; e ao ganhar uma linguagem a observação ou percepção passa a ter a envergadura de ciência, cujo objeto de estudo são determinados fenômenos denominados químicos ( do nous químico, de inteligência química ) , à flor da linguagem.
A Tabela Periódica dos Elementos é uma norma , uma espécie de gramática, de ordenamento jurídico, oriundo da filosofia, aonde a ciência e a técnica bebe, a fim de racionalizar ou normatizar uma linguagem para informar e formar o conhecimento.
A Tabela Periódica dos Elementos , de Dmitri Ivanovich Mendeleiev ( Mendeleev ), é o “alfabeto,” a gramática, a lexicografia da química, enfim, assim como os números e as figuras geométricas o são da matemática.
Aliás, a linguagem conceitual não abrange somente a língua falada oralmente e a escrita com palavras, mas também os números em gramática matemática de equações e outras formas sintáticas de expressão matemática-algébrica.
A geometria é outra linguagem eminentemente conceitual; quiçá a forma de linguagem mais apta a conceber o espaço e o tempo. Hoje a química incorporou a linguagem algébrica-geométrica-matemática , além do “falar-escrever” das respectivas línguas vernaculares.
A química, assim como a matemática, é, por assim dizer, poliglota em linguagens, metaforicamente (metafonicamente) falando, mesmo porque se utiliza de signos ( letras) gregas como alfa, beta, ômega, lambda, que, no âmbito dessas linguagens (matemáticas-químicas ( cumprem função de símbolos e não de signos, ou do signos primitivos que são ou foram no grego antigo), além de incorporar a linguagem da geometria, da álgebra para designar ou tentar significar-assinalar funções espaciais-temporais, ou seja, ritmos imprimidos e impressos em significados-significantes, alma ou espírito e matéria da léxico, e afixos, que dão sentidos vetores às denominações da língua.
( Os afixos, na linguagem com palavras, correspondem aos sentidos espaço-temporais de segmentos de retas, partindo da subjetividade referencial, no linguajar do físico; tal referencial, que parte do interior subjetivado do ser humano, enquanto pensante no que é hirto o ser dado de-fora e por-dentro, na intelecção, vem dos princípios do pensamento, expressos na forma de postulados e axiomas ( axiomática ) geométricos, que informam os sentidos, que por sua vez , se cristalizam em equações movidas espaço-temporalmente no âmbito da circunferência ( “hermética” ao conter o círculo, seu conteúdo em substância de pontos, que fecham a reta na circunferência que gira abstratamente e concretamente, simultaneamente, representando e “presentando” o movimento ( apresentando-o e representando-o no fora-dentro dos universos em colisão no homem, em subjetividade ( em sujeito ou sujeito-interno, dentro de uma concha do cosmos, e no cosmos-fora ( mundo exterior e exteriorizado pelo cosmos-dentro) , em objetividade, em-objeto ), enquanto ser supra-geométrico decodificado em expressão numérica ( equação ou princípio da identidade na linguagem matemática-química-física ) o movimento, exprime-imprime o motor universal, moto contínuo, implícito e explícito nos signos e símbolos que informam a linguagem, que vai da fonética ( fonologia ) à geometria, cuja fonética vem em senóides, na descrição do fenômeno, e nas ondas senoidais, na concreção existente. A semiose, outrossim, é afetada pelo balouço da geometria no vento ( Éolo-fora) e na respiração ( Éolo-dentro e de dentro para fora numa sanfona ou pistão, sempre à força eólica divina).).
A respiração é um Eolo-fora-e-outro-Eolo-dentro : inspiração-expiração. Até aonde vai a vida humana?! - E a linguagem uma biossemiótica.

sábado, 28 de janeiro de 2012

METALICO - rimas e poesia-elegia para metálico - dicionario wikcionario etimologia metalico -dicionario wikcionario etimologia verbete metalico


Garça branca desenhada contra o azul do céu
brando de nuvens brancas
retratada quadro a quadro
espaço a espaço
plano a plano
pela vida
- que é o pensamento
e ação natural
( O olho dá o ser
que dá a realidade
em retorno ao ser dado
através da linguagem dos olhos
em diálogo da natureza com o animal
observante-observado )

A graça voante-esvoaçante
a apagar a branquidão-cal ( escuridão para formatar tecido xadrez )
das nuvens em branco-tinta-tinto-tinte ( tinteiro inteiro )
no voo-mostra de que a vida quer ser eterna
- e anela por eternizar-se no indivíduo
porém a oxidação é lei
que proíbe Newton de pensar mais
ao "instilar" pena de morte
em corpo individual
- que malgrado sobrevive no corpo da espécie

Que a vida é eterna
ou para fluir eternamente
já vaticinaram os vates de todos os tempos
em todas as liras
com todas as iras
que a morte causa

Ao menos no ser humana
a vida não veio para ser passageira
Basta ver a alegria de um menino
em algum dos cumes de sua infância
( que é toda uma culminância
e exuberância do ser! )
para se concluir
que a felicidade apregoada na Ética de Nicômaco
é uma miséria comparada
a mais simples e modesta expressão de alegria de um menino
à sombra ou ao sol-luar da infância
( essa estrela inteira!... intraduzível
ainda em linguagem de poesia
com laivos de equação agnóstica à Kant
que não equacionou em linguagem matemática-algébrica)

Todavia a vida
ou a natureza que da energia migra para a matéria
e vice-versa quando versa em universo
uníssono sono em tono ( toada trítono moda ária tónus...)
é trágico grego
- poeta cuja poesia
esmorece até achar a cor da morte
no coração que para
sem para-queda
para anjo torto ou reto
na geometria escolhida

Marconni que viajava já nas ondas senoidais do radio
desde pequenino cheio de graça
( da graça que Deus concede ao ateu
e a todo menino feliz
fechado no seu mundo exclusivo
cercado de proteção milimétrica
dos que o amam intensamente )
- neto de boticário
sobrinho de farmacêutico e médico proeminente em intelecto
e saber de ofício ( e de ofídio!
- que a serpente do paraíso edênico
é o anel que forma a farmácia ( Pharmacia )
no traje grego do "Pharmacon"
e se enrosca no ofício
do ofídio ao boticário
- todos à boca da noite da mamba negra
no xadrez material
do qual é tecido tempo e espaço
por dentro e por fora
do olho e da luz
e das trevas nos cabelos encaracolados
do belo exposto na mulher jovem e bela
cujas madeixas cobrem a pele da noite
trançam o renovo do espaço e tempo
em xadrez com cor
e sem cor
- para corpo
e coração )

Marconi, dileto amigo,
diletante em todas as artes e ciências
mestre e douto e erudito
faleceu sem atendimento médico
provavelmente no hospital
ou fundação hospitalar
que trazia no frontispício
o nome de seu tio médico
que fora uma lenda local
no exercício da medicina
( O mito do Esculápio
Asclépio
do deus grego Apolo
e do centauro Quíron
floresce assim
nas ervas que ficam esparsas ao largo
provando a vida
a qual no homem
saboreamos enquanto indivíduos
e enquanto vivos permanecemos
fora do coração do mito-rito
e do Buda em estado de nirvana
plácido
ao fundo da flor do lago em placidez de garça
parada à luz
refletindo e rebatendo o sol
no branco do olho do espectro
- no olho de Lúcifer
a cintilar noite e dia
no estofo xadrez do olho
que fabrica a visão
e o deus vivo
- na água corrente e queda
caída em anjo do azul precipitado
em chuva
de garças na volúpia das mariposas )

Contudo
pior que morte física-química-eletromagnética
que nos desliga da parte branca da luz do cosmos
é a vida que vivemos
- vivemos vidas alheias
sendo personagens de dramas dos outros
abrigando no cérebro ideias de outros pensadores e poetas
- outros que não nós
Acorrentados a doutrinas
não pensamos ao vivo
nem com coerência
- pois nossa cor
é roubada doutrinariamente pela ciência
- nossa cor é furta-cor lesada
pela ditadura das pesquisas
que nos aniquilam
enquanto seres pensantes
e sapientes
- sapientíssimos somos
mas não sabemos
ou nos enganam
acenando com cientistas
e outras autoridades
donas dos vários poderes
que nos fazem crer
ser três ( podres odres! )

Eis a tragédia que Ésquilo
Eurípedes ou Shakespeare ou Goethe
não registraram
em elegia sem dó maior

A comédia que Aristófanes não leu
nem tampouco escreveu Plauto
( hoje todos os Plauto's e Goethe's "vigentes"
enquanto autoridades reconhecidas por lei (" Dura lex!'...)
arrumam palcos de anfiteatro
na profissão de fé do sociólogo-aprendiz-de-feiticeiro-eternamente
ou médicos advogados engenheiros
inviáveis ao luar luarescente
ou quando luarescendo sem irisar
ou não-irisado em arco ou abóbada... :
A morte atual é metálica
- é metal que diametralmente acaba com a mente
Hoje a morte é mental
com menta e pimenta na encomenda
- da especiaria
( ou especialidade-cátara?!
Há outra heresia no catarismo atual
dos sempre santos
dépostas governantes
de todas as nações
nos proibindo por lei
- sempre marciais e bélicos?! ) )

A natureza espelhada no lago do menino bem-nascido
e na bela estampa da donzela em flor de miosótis trémulo
diz que a vida é eterna
e a morte melo dramática em demasia
para merecer um panegírico de Nietzsche
- o filósofo-filólogo trágico
( O filósofo é outro poeta trágico
com a tragédia narrada em ditirambos dionisíacos
sonhos apolíneos e faustianos...
- todo o surrealismo metafísico de Giorgio de Chirico
- o artista trágico
o poeta trágico em geometria e cores )

domingo, 22 de janeiro de 2012

CIMITARRA - dicionario wik dicionario wikcionario wikdicionario etimologia cimitarra dicionario wik dicionario wikcionario wikdicionario etimologia


A vida é a travessia no claro
no branco do dia
com a alma alva de sol a sal
dentro da casa branca
do tabuleiro do enxadrista
em lusco-fusco
de preto-e-branco
a bailar com a bailarina dos olhos
em rodopio de treva e luz
para parar-pousar na grafia
em pergaminho ou papiro
com iluminuras e símbolos
torcidos e retorcendo-se em signos
para a escritura sagrada
do livro dos mortos
e do livro dos vivos
em perene "recidiva"
( O livro dos mortos
ilumina a tradição
de uma poesia em olhar xadrez
com odes luciferinas em Paul Gauguin

- nas impressões "impressionistas" de Paul Gauguin)

Travessia pelo clarão de luar
em claro de lua
sob vela-padrão
no céu de cefeida
com pé na erva daninha
corpo no metabolismo
cabeça no solidéu
olho na ponta da pomba
que a luz delineia a forma
com a sombra
que circunda
o escuro
afogado no corpo
- aquático
( O corpo :
um patético
peripatético ser
quase-pato
a aquaplanar :

Pato branco
pato preto
é o conteúdo
delimitado na forma
desenhada do corpo
exposto à luz e à sombra
- seus escultores
pintores... do pacto em pato
que somos
no plano piloto da geometria
e na engenharia da matéria
química, física
movida pelo engenheiro eléctrico
que faz engenharia eléctrica
dentro de nós
- à sombra... : do livro dos mortos
que espera a poesia da vida
do outro lado do sol
morto afogado no horizonte,
ó intenso Gauguim! :
Paul Gaugim em Tahiti
- Taiti! )


Apagada a vela
desmancha-se o caminho
e a mancha negra
vela o corpo
que retorna
à casa escura
velada

Xadrez
da morte
e vida
na vela
que vela
e desvela
o ser
no jogo de xadrez
que tece os olhos
e a visão em treva e luz
( O xadrez
no jogo de luz e treva
da casa branca
versus a casa preta
esculpe a forma
e o conteúdo
do órix
- órix-cimitarra
( "Oryx dammah" )

sábado, 14 de janeiro de 2012

PITONISA ( wik dicionario pitonisa wik dicionario wikcionario pitonisa wikcionario )


Pervagar por pervagar
pervaga o vaga-lume
pervagante
pertinaz em seu lume
Lucífero
luciferino
difundindo em si musical
na sua pauta-partitura
um pouco da luz do anjo
- de Lúcifer
o homem decaído no pó
para banquete dos gusano
que se contorcem em frenesi
parecendo dançar um balé
de Tchaikovsky
no lago dos cisnes
no canto do cisne
ou de Stravinsky
no Petruska
( "Petrushka,
Petrouchka Ballet Russian" )

Pervagando vai
o viandante
à sombra de Nietzsche
à sombra intermitente da amoreira em flor
- dos pessegueiros folheados a ouro-sol
da asa da perdiz
que não diz
o que canta
no que encanta
( - como encanta!
uma balada de amor
em língua inglesa
para quem ouve
The Beatles
Bob Dylan
Românticos de Cuba...
e fala-escuta-escreve-lê
tem inteligencia
extensa-delimitado em língua de português
encapelado no mar de caravela Cabrália
vascaína
no luso difuso pelo idioma
de Camões e Pessoa
Drummond e Bandeira
Baudelaire Byron em wikiquote ( Byron-wikiquote-Byron num tipo de dança de São Guido ...)
enfim, a poesia ( o poema )
na música sem-fim
e quase nua em letra
hiper-vocal nos instrumentos para musicólogos
ou com signos vocálicos
desbravados-destecidos
ou re-tecidos histologicamente
e historialmente
em senóides no ar
- de tecitura energética
codificada em "língua-linguagem" geométrica-matemática-eletromagnética
torneando-toureando a matéria táureo-táurea
que nada em parco significado
arrastando o ouvir ao ouvido insulado na paixão de Bach
- Paixão de Cristo! nos evangelhos velhos-escaravelho
segundo São Mateus
- Paixão"pathos" em Baco e Eros
Pacto-"pathos"
paixão de Vênus
- venérea paixão
Veneranda e venerável
na vela em estrela-cefeida padrão
que tange o banjo do amor
nas cordas de um violino de ar
( vários Stradivarius tocam o ar
- vários Stradivarius de Stravinsky-Petrushka
blindados com armadura de clave
assim como vários oboés
dão a tonalidade cromática do é
no ar desenhado-balouçante
assentados no mar-ar em ondas senoidais
onde navega o navio das musas... )
- a poesia
o poética em literatura-filosofia cantante
cantarolando
diz mais que as palavras
( todas-tolas-de-touca-na-toca-
tosca-da-tosse
que tosse-tosse-tosse em crise aguda )
e faz o amor
ser mais belo
do que é
- faz do amor
o senso do belo
- um ser
sem verbo
sem Parmênides de Eléia, Elea,
o eleata,
sem Zeno, Zenão, Zenon
outro eleata de escol
de Eléia, Elea
- da escola Eleática de filosofia grega
gregária
( A melodia em idioma ininteligível
faz o amor diluir o belo
erodir a beleza
fora do antro da poesia
que é um teatro e anfiteatro de essências
em sintonia fina com as resinas vegetais
deliquescentes no sistema nervoso vegetativo
autónomo como a vida
livre de pensamentos que não sejam livres
e consequentemente próprios
idênticos ao ser pensante
e pensado
os quais se identificam
e contradizem-se mutuamente
na síntese posta em ser
entre a tese e a antítese
da dialética de Zeno, o eleata )
O amor e a poesia
jamais podem ser inteligidos
porquanto não cabem
no rasto do sapato
que esparge-espago-aspargo pelo chão pisado
pisoteado de ervas daninhas
toda a inteligencia herbícola
- O amor e a paixão efervescente-evanescente
guarda o mistério
sob o véu de Ísis
- a bela Aletheia
com outra nome de Margarida-Goethe
em flor à beira do Rubicão
por onde atravessou César
a cavaleiro de um Apocalipse
caduciforme nas folhas literárias
candente-cadente-incandescente
beligerante centauro
bárbaro sagitário
constelado-consternado a nado do nada
em signo e constelação zodiacal )

Canta
decanta
a decana ave ...
que prediz a perdiz
Por quê perdiz?
Por quê se diz perdiz?!
Vamos perquirir com perspicácia
de acácia
pensante
no sistema nervoso autônomo
que vegeta a vida
- a vegetativa vida
em sistema difuso
perfazendo um périplo
sem sair da terra
onde se agarra
com raízes-mãos
radicais-mães
e radicais livres
( a vida e a morte
estão em preto e branco
no xadrez que deformam
entre os radicais livres
e a farmacopéia
que conspurca o corpo
o todo orgânico
organístico
orgástico
orgiástico
bacante
ó sibila
pitonisa )

Pervagante o vagabundo
pervaga
imundo
pelo mundo fora
errante
errabundo
pervasivo
- perfilado personagem :
um dos arlequins
do teatro social capitalista
niilista
- sem niilismo
no seu ser livre das peias doutrinárias
do niilismo
doutrina de niilistas de azul-céu-chapéu-ao-léu
de madame-cor-rosa
na alva alvissareira
alaranjada
pelo liame intersticial
do espectro
que cobre de cobre o espelho
e especula
a tese do eleata
jactante )

( Ah! o belo na música
- na musa
é mais belo que o amor
porquanto o belo
é que é belo
e não o amor
ou a paixão sinistra
de Romeu e Julieta
- a minha paixão avassaladora
que conjuga
- Eu e um miosótis!...:
querendo dançar
ambos loucos e bêbados
em Baco
Dioniso
Eros e Psiquê
- de Canova
que faz do amor
o belo
que o amor
não é na realidade
mas apenas no ser
em ser ( em-ser )
- idealidade
geometria de Platão-Euclides
desenhada no ar
sem ar
para pulmão-fole respirar
no azul-miosótis de si
musical na sanfona e no pistão
dois arcanjos no sopro
- sopro-substrato à língua-linguagem da música
- em Musa
mitológica ( mitocondrial?!)
e real ( mitocôndria?!)
natural ( em sistema de acordes)
que não inspira o ser
nem tampouco o não-ser
que é a outra porção do ser
negado e positivado
na doutrina do eleata Parmênides
- paradoxo em Zeno
com dialética
dieta seleta
para o regime da razão
do filosofo eleata
poder ler o cosmo
em cosmologia posto :
neste ser
entre o logos
que é lógica
e o véu da aletheia
que vela a face de Ísis
- da deusa energia
sexual-basal
a pervagar em Psiquê
na psiquê do homem
- este amor em promontório
ilha
arquipélago
Galápagos )

Há uma questão
que envolve o ser e a palavra
ou a voz
o vocábulo
na música
na matemática
na filosofia
e na ciência
que muda a existência
para o lado de dentro do homem
conquanto continue a existir
o universo lá fora
em reverso
do verso
e do anverso
tecidos
numa espécie de histologia
bordejando essência e existência
num liame
com linha reta
e curva de relação
e função matemático-mitocondrial
Por isso a música
com poucos signos
para o intelecto
mas eivada de símbolos
e sinais "diacríticos"
para a sensibilidade
da sensitiva que vegeta
em tudo o que alaga
e é "terra" no humano
assim como a matemática
e outras ciências e arte de essência
( arraigadas na essência do homem
qual erva daninha na terra maninha
em perene prospecção de água no pó
que a ribeira deixou geologicamente
escrita no "álveo abandonado" )
deixa como ser
que é algo transmutado
pela indústria mental do homem
em pausa do silencio pensante
filosofante
- posicionado na poesia
( o belo em ato )
que pervade a matemática
com outra língua-linguagem
que devassa
o ato de amar
no verbo e na carne

Oh! pervaga!
pervagante vaga-lume
vagabundo lúcido
anjo nas trevas
- luciferante

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

TERRA MANINHA (wikcionario wik dicionario terra maninha wikcionario wik dicionario )


Naquela casa ficou escrito
um pedaço de mim
em cada canto
- de Dante ( Alighieri)
o poeta
que teceu
a teia de aranha
da poesia ali
plantada
folheada...:
Na folha nascida
na folha caída
na folha puída
na asa branca do anjo bom
e na asa negra do anjo mau
- o sal
o salitre
da terra verde
roxa nas flores
nas ervas daninhas
salvando a terra maninha
da derrocada
da folha rota
outonada
oitavada
outonal
tonal
atonal
pentatônica
modal
modal-Debussy
com armadura de clave
- patética sinfonia!...
de Tchaikovsky

Ai! a folha rota
na rota da penumbra
escrita na minha face
apagada
no pé
na pegada
do pó
que o vento lá
varreu
violando
violeta...
Vou
no que voa
a erva no vento
em cheiro
no canteiro
inteiro
do herbolário
da casa
que casa
o passo
passado
com a passada
compassada
do ocaso
na folha
de outono
com sono
amarelo
escrito
na folha
que fora
verde
gafanhoto
- em Chagall
violinista verde
rústico
rude
rupestre
rufando
na fricção
do vento
- eólica
energia
que sopra
a alma
na narina
do homem
- oboé
de anjo
arcanjo
serafim
do mundo
sem fim
sim
- sem
mim
não!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

REGRAS ( wikcionario wiki wik dicionario filosfico juridico aurelio online)


Não confio em instituições (nem cofio, de confiar para averbar...) ; instituições são, basicamente, fundamentalmente, regras interpostas entre seres humanos, que, com a interposição referida, se transformam : de seres humanos em pessoas ("personas" ), os quais são atores sociais: engenheiros, saltimbancos, religiosos, políticos, professores, poetas, filósofos, arlequins, etc. : pessoas que são e pessoas que não são, no ser do ser e no não-ser do não ou do nada, ao léu do eleata Parmênides, de Eléia, Zenon ( Zeno ou Zenão de Eléia, Elea, outro eleata, filósofo ou pensador da escola Eleática. Criaturas grimpantes do pensamento universal). Postulado?
As instituições, ou regras, ou norma, quando em conjunto de regras, são, essencialmente, o liame interposto entre seres humanos que, por esse meio, se modificam e, de seres naturais, se transmutam em entes sociais, culturais, mediados pelas instituições ou as regras que constituem essas instituições, enfim, as instituições são, basicamente, essencialmente, constituídas de regras que as rege e rege aos subordinados à essas entidades; a saber : regem os seres humanos que delas dependem, nelas "subsumidos" efetivamente ou pelo efeito do direito na lei ( direito posto ou em ato com a carga pesada das obrigações (direito das obrigações aos "trabalhos forçados" não pelo direito penal, mas sutilmente, pelo direito civil, via contratos, nos quais somente um lado tem voz ativa e o outro lado voz passiva ( a voz passiva dos necessitados, dos carentes, que não tem outro jeito senão se alienarem ou alienar sua força de trabalho à instituições sob pena de não sobreviver, se não o fizerem ).
As instituições são regidas ( e regem homens submissos, vencidos e "vincendos", nos nascituros entesourados no ventre) pelo sistema de regras, ao qual podemos denominar de norma, quando muitas são as regras e estão sistematizadas numa doutrina coerente.
Há muitas gramáticas pensando e funcionando em todo esse complexo : a gramática da língua é uma e o direito ou ordenamento jurídico é outro, dentre o infinito matemático exposto à mente laboriosa, curiosa, ávida de saber.
Existem inúmeros desses sistemas binários, ternários, quaternários, etc., funcionando nas forças alienadas das instituições, que tomam a força do homem e a aplica tecnicamente e intelectualmente.Coexistem gramáticas para a música, a dança, o teatro, a ética, o traquejo social, a etiqueta, a poesia, a ciência, enfim, são regras universais que pervagam por todo o sistema do pensamento, ocultos nos desejos dos sistemas nervoso central, sistema nervoso autônomo e somático.
A filosofia concebeu todas essas gramáticas : o ordenamento jurídico e a gramática nada mais são que aplicações da filosofia.
As regras, originárias dos princípios filosóficos, ou da razão pura, como diria Kant, são interpostas para mitigar o conflito dos seres humanos ( Rousseau, Hobbes) , primeiro transmutando-os, por essa indústria de regras, em pessoas de direito, quer seja "fictas", no caso das pessoas jurídicas, ou naturais, ou culturais : os seres humanos no seu papel social de padre, político, cientista, zelador, juiz, bandido, psiquiatra, sócio, empresário, papa, presidente da república, etc. são entes culturais e naturais a um só tempo, na confusão do papel social com os ditames naturais em fisiologia e anatomia que, outrossim, de certa forma, são ditados e esculpidos pela política ( a vida do homem, enquanto ser cultural, é mais política que a dos animais, em quantidade e qualidade de política.
Todo ator ou atriz social, bem como os escritores das peças teatrais ou poemas épicos, trágicos (gregos), dramáticos, cômicos ou dos romances do direito, peças teatrais sociais, urbanas, enquanto ciência e política ( ciência política ou geopolítica, pois o direito é também isso, mas sem se debruçar sobre o objecto exclusivo da geopolítica) é uma arte e uma ciência aplicada, sendo que a própria ciência não passa, em última instância, de uma aplicação da filosofia, que já vem substantivada e adjetivada, subjetivada e objetivada ( sujeito e objeto; enfim, os predicados e respectivos sujeitos do discurso são os mesmos entes pensados pela filosofia maior de Aristóteles : Metafísica ) na gramática e ordenada eticamente no direito e nos costumes tradicionais, mantidos na tradição oral.