domingo, 8 de janeiro de 2012

APETRECHO TECNOLÓGICO (wikcionario wiki wik dicionario etimologia enciclopedia )


O anjo é um tipo de geometria do espaço para indicar parte do existente, o homem no anjo,que é o existente, o ser existente, existente enquanto homem, pois anjo não existe, é um ser apenas, um ente de essência, não de existência, pois esta dicotomia, bifurcação,bipolarização, enfim, a dualidade no sistema binário, é o universo do homem, universo fechado ao universo existencial, universo essencial, de ser, não de ente, que guarda o universo fenomênico; o ser não tem tisnada de fenômeno, enquanto o ente é a manifestação do ser no fenômeno. É a imaginação ganhando asas ("asada", dando azo e não somente asas á imaginação, fora das acepção provida pelo dicionário do wikdicionario do wikcionario, da etimologia, do logos grego).
Isso, essa imaginação a dar asas à si mesmo : à imaginação, é, em certo sentido limitado, que é o anjo : um homem com apetrecho tecnológico natural-cultural de pássaro : heróis míticos como Ícaro, deuses como Eros, Cupido, a deusa alada da Vitória (de Samotrácia), "alguns" "espécimes" de deuses ou "sub-divindades" egípcias com asas-algo-delta...querubins, dragão e outras entidades aladas ou com algo similar a asas nas espáduas : sobre omoplatas o omelete de outro ovo do povo.É a imaginação intervindo na criação do pensamento : o pensante, aliás, é este anjo alado, para ser redundante, mas explícito, zeloso no explicitar. O anjo é o homem em sentido lato, na acepção não acolhida ainda pelo dicionario etimológico.
O anjo representa com imagens, fora da geometria explítica e implícita ao desenho básico, o conhecimento, é a mensagem do conhecimento, dual, maniqueísta, que só pode conhecer estabelecendo fronteiras entre o tudo e o nada, positivo ( o que se pode por, o que é possível ou pode ser posto no mundo equanto ser no ente que se manifesta) e o negativo ( o que não pode ser posto na existência e que, portanto, fica ancorado na essência, na essência do sujeito que põe a si no mundo enquanto essência do homem, que afirma o que existe e o que não existe, mas não pode por o que não existe de fato no ato de por o que é material; põe apenas a energia em forma geométrica da idéia do que há no mundo e o que é possível por ou se pode por enquanto essência, como o Direito, e existência, como o fato, dado no ato humano, que se põe afirmando ( realizando, tornando possível ou passível de por aquilo que pode ser posto como ser e não como ente, que depende do fenômeno, de fatos naturais a que precedem atos encadeados : naturais, primeiramente e humanos, em seguida, que a natureza precede o homem) ou o plano, que é a forma, ( o plano de Euclides é formal, junta linhas e constrói o espaço "a priori", à moda do jargão do filósofo Kant ),que é um ente formal; o plano euclidiano é um ente formal, representado graças ao encadeamento de fenômenos que liga o homem e a natureza; o plano é uma idéia ou ideário do universo percebido, recebido pelos sentidos, enquanto espaço kantiano-euclidiano "a priori", das formas lembradas platonicamente do universo, pois o homem é o universo em microcosmo com toda a sua memória e inteligencia e imaginação, as quais depende da memória ou do exercício mnemônico, conforme dizia o divino Platão ao asseverar que as idéias eram meras lembranças e o conhecimento recordar, recordação.
As formas antropozoomorfas da religião não passam de equação na forma passada, em outro contexto matemático-lógico-logístico, historial, com outra linguagem, usando somente símbolos ou figuras geométricas não-econômicas ( a geometria é uma figura econômica, filosófica, conceitual, ideal, exprime a ideia, não a realidade, que demanda imagem e a função da imaginação a atuar, sem economia de álgebra, economia matemática de termos linguísticos, semânticos ( no dicionário), quiçá filosóficos, científicos, etc).
O anjo ou arcanjo é a expressão de uma cultura e uma etnia comum; a cultura e etnia que não possui a figura desgeometrizada do anjo é originária de outra cultura e etnia ou não teve o encontro cultural-étnico com a cultura (mente, inteligencia) do arcangélica ou com a carga genética expressa pelo corpo no amplexo do amor produtivo ou salvífico, que deu em prole sumária ou numerosa.
Na figura do arcanjo pode se ler toda uma cultura desde seus primórdios, sua língua, seus signos vocálicos, fonéticos, os quais são sombras (luz escrita na sombra ) da imagem do anjo, que projeta o pensamento, no qual vem jungida a imaginação, memória, entendimento, enfim, tudo o que a cultura priorizou e lançou na base semiótica e semiológica, quando da formação da mente, que é uma repositório de signos e símbolos, arquétipos, enfim.
A leitura do anjo ao olho nu põe à sombra o universo subliminar da mente formada e em formação "geológica", geoglífica, hieroglífica e alfabética da cultura e do gene que a apanhou, que a colheu, recolheu, depositou em si.
O anjo põe a ciência toda nas formas "geometrizadas", espacificadas e temporalizadas através da mostra desenhado do espaço contido num plano (geométrico), a figura imagística do anjo, a qual se segue a geométrica e, posteriormente, na evolução das formas de exprimir o pensamento abstrato, com maior requinte e sofisticação, os signos puramente abstratos, que nada mais tem com a imagem originaria que lhes serviu de simbolo, que deu sombra ao simbolo, que é uma forma ampla, ancha, a compor o significado e o signo, que se emancipa do símbolo, inaugurando uma leitura e escritura de signos puros, livres dos conteúdos, uma evolução da geometria espacial em geometria abstrata, algébrica, literal, sem raiz real, com radical nos símbolos e signos, que se dicotomizam em significado e significante, respectivamente, sucessiva e simultaneamente.
O arcanjo arrasta a tradição de uma cultura, não de forma oral, mas escrita, considerando escrita símbolos e signos, pois a imagem desenhada dá origem ao simbolo geométrico e a geometria faz pensar nos signos, indo a mente de abstração menor a abstração maior, assim como foi a filosofia de Aristóteles a Epicuro.
O anjo põe e tira o ser, vai do ser ao nada ou não-ser de Parmênides, perturbando e inquietando o pensamento grego desde os primórdios com o paradoxo do ser e não-ser : o ser que é tudo, o todo o " hen panta" do eleata celebrado ao não-ser ou nada do mesmo sábio eleata : Parmênides de Eléia, na Grécia antiga : terra puída.
O anjo inquietante, no pensar do eleata, é o nada, dado em contraposição ao ser como não-ser; que, posteriormente, toma a forma do zero na matemática algebrizada na cabeça do árabe, leitor dos doutos gregos ; já o homem é o todo (universo hermético: macrocosmo sumário ) dado à existência e à essência, possível e, evidentemente, passível de ser posto ( " o ser é somente uma posição", diz Kant, ou seja, algo possível, passível de se por, de realizar; sendo o realizar um por em natureza ou na cultura.
O direito, por exemplo, é posto na cultura, por ser um ato cuja substancia é a mente; uma invenção, não obstante, é posta em natureza e em cultura, respectivamente, por ser um ser "ambidestro" ou ambivalente, a pervagar pela cultura e a natureza, vez que sua produção é parte pensada, escrita e realizada em equações ( equações são anjos em signos, já em escrita e não mais em desenho, imagem ou somente símbolo, mas já amealhando outra faceta do ser, do ser que é dado em vários cubos sucessivos no feixe de relações espaciais; são mensagens, mensageiros) na mente e, posteriormente, passados ao engenheiro ou técnico que transforma a natureza ou as substancias naturais conforme o molde dado nas equações e transfere o pensamento e a cultura que projetou o pensamento no artefato cultural, que, destarte, e com esta arte, ou inteligencia realizada, põe o ser realizado na natureza e cultura.
Aliás, no que tange à ciência ( ou ciência-anjo, que evoca o título de doutor angélico de Tomaz de Aquino, exímio teólogo católico que moveu um tempo o pensar do ocidente ) ela se bifurca entre o que é de direito e o que é de fato, como já distinguia Kant; entre o que é de direito e o de fato, inobstante, está o olvidado ato, que é o que move o mundo desde o Big Bang.
Aristóteles já se referia ao ato na abordagem do primeiro motor, o qual ligou o cosmos ao fogo, faísca, luz, na explosão inicial. "Fiat lux" (iluminismo?!), diz a bíblia em latim.Todavia, na assertiva do filósofo, o ato é atributo exclusivo do homem ou da inteligencia.
O anjo é a mensagem clara, assertiva de nossa mente, de como funciona nosso pensamento dentro do âmbito cultural, historial, etnológico, antropológico, enfim, dentro dos "apertos" dos objetos ou no âmbito labiríntico dos objetos que desenham e desdenham a ciência através da epistemologia e outros meios de ceticismo salutar. São os diabos do bolor.
No arcabouço do arcanjo, no debuxo, toda a cultura etnológica, etnográfica, todas as rasuras epistemológicas em ranhuras, fissuras parietais, orbitais. Anjo, arcanjo genético e memético.

sábado, 7 de janeiro de 2012

JARGÃO(wikdicionariocionariocerébroequaçõessabioeruditofilósofobjetobjetivo)

Várias leituras atentas do Código Civil brasileiro possibilitam ao leitor perceber o sistema que anima o "diploma" legal, bem de todo o sistema codificado em leis, todo o direito positivo, ou seja, posto, em ser ( direito em-ser). Todos os princípios que formam a ciência ( a ciência são princípios, conjunto deles) estão ali posto ( em ser ou em-ser, para formar jargão).
Toda a ciência ( incluída, obviamente a do direito ou jurídica, para ir à Roma pela via do étimo) estão ali ( "locus") desenhada no objeto ou ser ( outra tipo ou espécie de ser, que não é um, como queria Parmênides e Heidegger, mas muitos, inúmeros os seres. Idem os objetos que firmam o ser, junto a substancias que o funda os objetos na matéria e, consequentemte, energia, que matéria e energia se equacionam no cérebro e nas equações de Planck-Einstein, que focam a luz na sombra dos signos e símbolos que exprimem o universo matematicamente, algebricamente, cientifica e filosoficamente).
Uma, una, enfeixada em princípios, é a ciência, que não se divide em ciências : jurídica, sociológica, humanas, exatas, matemáticas, teológicas, pois há apenas uma ciência e não muitas como sói pensar o vulgo e mesmo os cientistas e filósofos; muitos são apenas os objetos figurados "geometricamente" na ciência, os quais distinguem o ângulo, seno, co-seno ou tangente estudada e, dessarte, focam o objeto. O ângulo e o prisma também define ou definha o objeto dado, estudado, projetado, em projétil.
A ciência é a mesma, assim como o sistema de princípios que fazem, que constituem o corpo fisiológico da ciência ( o corpo anatômica, metaforicamente falando, digo, escrevendo, é o objeto ). O que muda, repito, não é a ciência, que é uma só para todos os objetos, para os "infinitos" objetos, na linguagem matemática; o que muda, de fato e de direito são as figuras geométricas, ou símbolos, e os signos que constroem o conceito em palavras.
Figuras são concepções espaciais para a mente, abstrações do intelecto. Figuras, quando em conjunto geométrico, formam o motor do espaço : o tempo, ou o que assim denominamos, pois o tempo, na realidade e na idealidade, é um concepção complexa da lógica, inserida na linguagem matemática com o nome (inteligencia ou "nous") de função.
O direito ou a ciência jurídica ( a ciência dos romanos) é uma só : não há direitos, mas direitos ou ciência jurídica aplicada a povos, consoante seus costumes, cultura, que emanam de suas necessidade geopolíticas, enfim, de um complexo tempo-espaço e conexões neuronais, sinápticas originárias, principalmente, do sistema nervoso, simpático, parassimpático, autônomo, somáticos que "aparelha" cada individuo e o faz pessoa ( persona) social, quando em conjunto, evidentemente ( e o homem quase que universalmente está convivevendo ou em comunidade, ainda que tente fugir dessa prisão planetária, global, que chamamos de vários nomes, mas o fato ou fenômeno é um só, generalizado).
Outrossim,a ciência do direito contempla um determinado, deslindado objeto. O direito penal tem o seu, o civil contempla outro objeto, o comercial, o constituicional, etc., tem seus objetos desenhados e conceituados Aliás, repito, a ciência é uma só, os objetos contemplados é que são vários.
O objeto estrito do direito é o direito mesmo; o comportamento é apenas uma faceta do direito, uma parte do cubo desmontado.O comportamento é a parte subjetiva do direito, que se objetiva com a ação, o ato de reclamar o direito ou de aplicá-lo numa pretensão.Daí, quiçá, e inconscientemente ( ou não), a expressão direito adjetivo para o direito à propositura da ação.
Uma é a ciência, mas muitos os cientistas, os sábios, os filósofos, os poetas e seus respectivos objetos, dos quais cada indivíduo faz sua ciência, que é una, única, coerente, produzida por homens, dentro da alienação do homem no filósofo, poeta, sábio, erudito...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

MENOSCABA (wikicionario wiki wik dicionario filosofico juridico aurelio )


O bar é sempre um amor eterno

Mas eterno é o nada,
que não é nada
senão paradoxo de filósofastro-matemático-
poetastros ;
enfim,
alienações de "adam" (Adão grandalhão) ,
o ser "adamah" (ser humano )
- filho-esposo-neto-bisneto-tataraneto de "Hawa",
( Eva em hebraico do Tanack )
avos, avós, Eva
- e demais "evos" que prefixam-sufixam-significam
norteiam
orientam o tempo-bússola
ou o assinalam
assinando e sinalizando
uma carta a caminho de Caminha
no meio do caminho para as Índias das especiarias
de onde escreveu o escrivão da Coorte ...

O eterno é o nada de tempo, cronos,
nada de nada
nada rasgado
rabiscado no rascunho
pois sem tempo não há nada
em oposição diametral ao ser
( o ser é o Narciso do nada )

Sem tempo
nem vácuo
- vácuo paradoxalmente cheio de ar na esfera
pode transmutar
por sutileza
de antiga escolástica
à Duns Scott
e outros antigos e medievos
a concepção de esfera
pois quando é uma bola
a concepção de esfera
muda de figura
por causa do ar
que enche a bola
porque o conceito de esfera
a meio do caminho
ignora geometricamente
os pontos e segmentos de reta
no ar que infla a bola
e desfaz a esfera
ou desdenha e desdesenha a esfera
através da concepção euclidiana de plano
que vigora no vazio abstrato
dos seus postulados
ou de onde põe o ser
no mundo abstraído
de toda concreção
( A bola do meu neto
não é uma esfera
porque o filósofo grego Euclides
ao postular as ideias puras
na sua estética transcendental
retirou ou abstraiu do conceito
toda matéria
e só deixou
a energia da mente
que concebe a forma
sem o conteúdo material;
o seja, em pura ideia
desenhada nas figuras geométricas
que não mensuram o mundo
em parábolas-desvairadas-cartesianas
mas as desmensuradas ideias
e o nada
que está na outra ponta
do ser
- no não-ser
concepção do vazio
fora de plano
euclidiano.
Eis toda a ontologia grega
presumidamente )
Mas ( outro mas!
mas agora um "mas"
na curva do bar
ou debaixo da árvore do terebinto
que sombreia o bar
aonde se entra sombrio
mas não se sai sóbrio
mas sim sobranceiro
sob sombreiro )
Mas
me corrija o étimo hebraico
oriundo do escutar a voz do hebreu
pelo ouvido das vogais
agora sem vento de oboé
soprado pelas narinas
quando as almas vivas
animavam o corpo anatômico-fisiológico-químico-eletromagnético
do arameu errante
sempre em diáspora
mundo fora
mundo afora
("meu pai era um arameu errante"
dizia minha mãe
junto com todo o povo judeu )...

Vá, peço, no que peco!,
vá perquirir a etimologia correta
e faça-me o favor
de alertar-me com um rol de erratas
mormente para quem já não pode beber,
fumar já não pode...
nem tampouco fugir no cavalo preto do apocalipse
pois meu sonho é ser o cavaleiro negro
espada em riste sobre o monte Armagedom
em Megido
no dia do Senhor do profeta Oséias
anunciado pelo profeta Amós

Mas ( outro "mas' intercalando a frase )
só posso ser José ou João
e "ninguém" mais
nenhum outro João-ninguém
que não eu mesmo
dentro e fora do bar
e do bar-bar dos bárbaros
no bar

Sim
Sou João, portanto;
"mas" nenhum portento,
nenhum São João,
( nem Batista, anabaptista ),
ainda sem aura ou auréola de santidade
que isso demanda um processo canônico

Para ser um João santo
há mister de milagres
e o requisito de morte do escolhido
( e não conheço ninguém que queira ser o escolhido! )
porquanto somente depois de morto
quando não se pode mais fazer mal a ninguém,
o ser espoliado
pode servir "eternamente" aos vivos
de pasto e repasto político
- mais, muito "mais" e "mas"
muitos "mas" e mais :
às mancheias de ases
no jogo de baralho
entre trapaceiros polidos
políticos
( Mas se há um ou vários "mas"
que pode valer valete junto ao sim
que assinala o cumprimento da ordem jurídica
descida em judicial
descaída em judicante
se existe um tal "mas"
que passe incólume pela norma culta...
por que então
não pode haver "mases"
que não vem para males
no plural?!
Não poderia a gramática
livrar-se do peso
de toda sua norma culta
colocada sobre os lombos dos burros
e livre como o verso livre
- obter licença poética
para todas praticar?!
Poderia ser ou não-ser assim?
Qual a questão do ser?:
A questão do não-ser?
"Seria" simplesmente por causa "jurídica
às vezes duas vezes as causas jurígenas"
multiplicadas
ou seria a gramática
um ordenamento jurídico
por dentro podando o ser pensante
no escrevente
no escrivão Caminha
e no escritor
da mais livre poesia
de Manuel Bandeira
que despreza o lirismo amarrado?
Ou senão
ou se sim
imaginemos matematicamente
que poderia vir a ser
o caso dos "noves fora zero"?!
- cuja tradução livre
ou versão
poderia ser, grosso modo,
um " nós fora dos nós górdios"
que enlaçam os gordos de poder político-econômico-histriônico-babilônico-...
a esse mesmo poder histriônico-babélico
na graça do ranço das velhas histereses
que rondam pás de moinhos de vento...

Mas ( é muito "mas'! )
se houvesse longe-livre-ermitão da gramática política
uma economia de "mas" livres
com ou sem (?) plural nos "esses" (s)
e que não fosse escrito em língua maldita de "ss"
pois esses "esses" (s) unidos
é de essência nazista
demoníaca ( possessos ss
- silvo de serpente no Éden
sobre o qual palmilhamos em vida )
- esses "esses" ou dois "esses (ss)" unidos
dão em estados unidos
para o crime de guerra
e espionagem com "drones"
a fim de perpetrar
a odiosa teoria e práxis política
como todas, aliás,
as teses e práxis políticas
dos políticos
( alguns homens com poder de crueldade
sobre o próximo e o distante samaritano)
- práxis emanadas de doutrinas nazistas
- puros nazismos ou fascismos
em fuga da palavra
que falam e escrevem contrapontisticamente
ao que é a prática
( são contrapontos de práxis e práticas
mas não de pragmas
nem tampouco de pragas
- pragas que não Praga
uma capital enclavada na Europa )
Tais doutrinas para empalamento
vão a galope ligeiro
cavalgando pela realidade cotidiana
das democracias a cavaleiro do nada
A cavalo no alazão e no baio
um ginete amarelo de outono em assustadora madurez

Nenhum regime entra na economia salvífica.
Então, que tal um plural assim : "mass"?!
com inocentes letras "esses" (ss )
que não querem ser símbolo
aberto em asas para voo
em cruz suástica
quando tal cruz
vem de um Hitler
em eterno poder de fogo?!
( Há outros seres humanos
de bigode ridículo
e discurso inflamado
e atitudes deletérias... )

Um ser humano
- um que seja!
e por pior que seja em papiro!
não merece um nazismo
nem outro fascismo
nem sionismo ou anti-semitismo
nem tampouco as democracias atuais!
- que se proclamam tais
nas matracas midiáticas por aí
as quais não passam
( ambas! )
de nazismos-fascismos hipócritas
imersos nas águas da besta-peixe-fera
nos aquários astrológicos-astronômicos das instituições
sob rígidas leis romanas
- em "duralex" de opressor para oprimido...
com um exército cujos generais
são Hitler e Mussolini
senhores da guerra
e das forças armadas
cada vez mais armadas e odiadas
- com "unhas e dentes"
extensos nos artefatos bélicos
que defende o poderoso
e esmaga o frágil
com um tanque de guerra
ou um helicóptero apache
de estados unidos constituídos para a defesa de alguns
que se acham acoplados ao topo da pirâmide
e o massacre da maioria
na base
soldados
peões
no jogo do xadrez
- estratégia que põe o preto-no-branco
e, destarte, o que é sub-ser
no homem animado pelo animal
que domina a selva em silvo interior )

Sim
sou João
orgulhosamente
ostensivamente João...
Mas e José
- para onde foi?!...
Perdeu-se
na noite negra
sem vaga-lume mínimo
a por o caminho
que nada na mente escura do ginete negro
alienado
vendido no mercenário de estado
no médico e no zelador
no falso profeta
poeta cientista atriz meretriz...
Ou tudo isso pensado a esmo
não seria tão-somente
um contraponto
que faz funcionar minha mente
contrapontística
e em punção para fuga de água da pleura
e de Bach
- polifônico Bach!,
senhor da musa Polímnia
que dança na música
com Melpômene
( Polifonia em musa em Dostoievski
Kandinsky... : Oi Kandinski! ,
odeio Gengis Khan!)

O mundo é um contraponto
em repiques
responsos
e para responder a ele
ser responsável
e consequentemente livre das peias
preciso ser um contraponto
do mundo
como está
e sempre esteve
- em estado de calamidade!
em petição de miséria
um tição do cão
Maior ou Menor
na sua filosofia
e práxis dela
( Fim da dissertação-discussão
do sexo dos anjos plurais
na conjunção "mas"
- perfeita na circunferência
que fere e produz a esfera
na geometria euclidiana
que menoscaba o ar
que enche a bola do menino
- e de Pelé
mas não entra nos postulados de Euclides
o filósofo que primeiro pôs o ser no mundo
pela geometria
quando abstraiu as figuras
dos seus conteúdos
e as colocou num mundo de formas
que são as ideias
as quais não possuem matéria
mas somente formas )

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ÓRBITAS (wikcionario wiki wik dicionario filosofico cientifico online)


Busquei mas não achei
seus olhos nas órbitas

Não que faltasse as órbitas
porém porque
não as iluminava
a alma de antes
cheia de amor
- do amor dantes
neles dançante-cantante
na paixão de Dante
- dos Dantes de antes
de Orfeu e Romeu
- e Julieta!...:
ou Ofélia morta no arroio
afogada noiva
de Marc Chagall
e Shakespeare em Hamlet!... :
Oh! na Paixão de Cristo!
- em cruz
via "Crucis"
calvário
Gólgota... )

Naqueles olhos magoados
achei uma água cavada
de álveo abandonado
encontradiço
no direito dos homens jurídicos
roliços...

Tanta água
tamanha mágoa
à montante e à jusante!...

domingo, 25 de dezembro de 2011

A POESIA PRESCINDE DA SOREVIDA DO ESCRIBA SÓBRIO, SOMBRIO

Poetas olham para bar
enamoram-se do bar
flertam com bar
mergulhado à sombra das telhas
quando a tarde vai navegando do zênite
ao nadir
- que começa a nadar
no rio negro das trevas
vendadas nos trevos cegos-cegonhas
que aplainam os caminhos
de Pero Vaz de Caminha
em carta às ervas-hortelãs do rei
de Portugal e Algarve

Poetas são bêbados contumazes
Adentram recinto de bar
sóbrios-sombrios
com sombreiros
e saem sobranceiros

Erram de bar em bar
a ouvir o bar-bar dos bárbaros

Quando não estão embriagados
inebriados com a vida
soluçam na escrita
de versos
vivem de versos
por versos
em versos
põe o que não é poesia
mas escrita hieroglífica-geoglífica-alfabética
da poesia surda-muda....
( Esta é uma maneira odiosa
de não viver de fato
mas sobreviver por procuração
ou teatralmente
no bufão-truão-histrião
que encarna
ou representa por escrito
na tragédia de escrever poesia
- que embora não seja um morrer
é um não-viver
uma sobrevida em andrajos
( O poeta quando escreve
já não bebe
já não fuma
- já não vive!
Apenas lembra do ébrio que foi
na infância ou juventude
maturidade ou velhice
Faz da poesia escrita
um lembrete de vida
- exercício mnemônico )

Toda minha poesia
é ilegível
e não está escrita
em antologia
ou ontologia
- A poesia prescinde do escriba

sábado, 24 de dezembro de 2011

ESPECIARIAS (wikcionario wiki wik wikipedia wikisource wapedia )

Passando por um renque de árvores
com pássaros cantantes
logo acima do cananeu
que não era eu
senti vontade de ficar ali
parar ali
para sempre
se a locução adverbial "para sempre"
existisse
fosse fato
e não ato pensante-pensado
e, concomitantemente, estivesse
fora do vocábulo
porquanto a existência está por fora
do outro lado da alma
espelhada em Alice
jogada e perdida no mundo
para onde foge o ser
na alienação do homem
enquanto a essência vai por dentro
roendo a vida com radicais livres
corroídos por anti-oxidantes

Quedar ali embaixo da ramagem
sentado no Buda
que sou
- que somos todos os indivíduos... :
Louco de pedra-pome,
doido varrido,
ó Manuel Bandeira!...
- senhor de tantas andorinhas!
mas que não obstante
não me ouve mais
debaixo das ervas daninhas
sob pedra tumular
também não mais palmilha Drummond
pelo caminho da pedra
em meio ao caminho do pé
calcado no sapato torto
( o sapato velho é um torto anjo
que dá azo ao azar
e a bazar de quinquilharias )
Ambos os poetas
hoje são
o que não não são
nem tampouco estão sãos
nem são em São Petersburgo
nem ser nem santos
nem corre processo canônico
conquanto já jazem
em jazigos estão
abaixo da pedra do burgo
da pedra de Pedro
da pedra São Pedro
e da pedra que havia
a meio caminho do sapato
florido em Mário Quintana
escrito na carta de Caminha
a caminho das especiarias
e da pedra que é
o seu corpo desfeito
decomposto
na cal do osso
com o resto da alma
no sopro restante
presa nos ossos
entre ossos encerrada
sonhando com um soprador
um tocador de tuba
que a expire dessa flauta
na dança dos signos no ar
escritos em parábolas senoidais
bailarinas-musas no vento
Todavia tudo
o que descrevi
foi só um momento
que ficou engasgado no tempo
em pedra de descaminho
- para caminhar descalço
carmelita
sobre elas a caminho
para a planície do Esdrelão
- um instante de apedrejamento íntimo
( ou de liberdade cínica
- Total?!
Total só no ideal
no real não )

Foi num tempo para semear
tempo no semeador
que fiquei ali plantado
sob chuva
junto à aleia e as ervas
à sombra da alameda
doido de jogar pedra
- pedra a caminho
de Eras geológicas
profetizada em geóglifos

domingo, 4 de dezembro de 2011

JURÍDICO (wikcionario wik dicionario etimologia enciclopedia juridica )

Todo o direito é um negócio jurídico ou se desdobra nisso, nesses atos que levam a fatos. Todavia, essa lindeira idealidade com a realidade, a idealidade, não existe ( não está fora da ideia, nem sequer limite de fato com a realidade, mas apenas de "direito" : é mera presunção intelectual); está apenas em essência, no pensamento, na ideia, esfera do ideal, geometria pura, primeiro desenho da ideia enquanto conceito, concepção imaculada da realidade ( a realidade, a maculada realidade! : maculada pelo fenômeno, pelo processo fenomênico, que mancha a imagem e até entorta as linhas da geometria em curvas de Descartes-Einstein.
Essa idealidade, essa ideia platônica, guardada em relicário na esfera onírica, que é a esfera da geometria, sem curvas até Descartes em parábolas que consertam/concertam a recta, o segmento de recta, que se curva à inteligencia de Descartes-Einstein e outros geômetras-filósofos não-euclidianos, não tão bons ("eu"!) geômetras para retas ideais, irreais, surreais em Dali e outros daqui e acolá..
Fora dela, da esfera onírica, na existência, que nunca é uma esfera ( perfeita! Não, mas sim imperfeito, por fazer, por realizar, na polaridade oposta do maniqueísmo do homem, desta doutrina que oriente o homem e o animal em natureza de bússola e estrela polar, não apolar, branca no pólo ); quando muito, ao invés de esfera, é um esferóide, formal e real, em forma e conteúdo, forma ditada pela substancia; enfim, um traço que demarca uma esferóide, que é a ideia pousada ou realizada, exprimida pela captação da realidade pelos sentidos, oriunda do fenômeno, que traz á baila o mundo natural. Fora disso, o direito é mera tensão ( tensão espaço-tempo ocasionada pelas várias espécies de polaridades : frio-calor, negativo-positivo, velho-novo, macho-fêmea, inércia-movimento... :as maniquéias que movem o universo e o pensamento do homem, mormente para a ciência e tecnologia ) : Tensão ou espaço tenso, intenso com a junção-tempo, que é a polaridade ideal do espaço (senso interno ao homem e animal ), oriunda do pensamento do homem e do animal que percebe com seu aparato inteligente ( seu senso espaço-tempo esticado e "estilingado" nos sentidos tensos), a qual, enquanto captação fenomênica, funciona consoante a vontade que fica entre a idealidade, no homem-geômetra, em curva de esfera perfeita ( circunferencia) e esferóide, ou seja, próxima ao desenho da ideia, que é o desenho geométrico ingênuo-euclidiano da circunferencia : uma inexistência.A circunferencia é uma essência do homem, posta em geometria, pelo homem geométrico, mas não uma existência, não uma tensão no mundo : uma tensão no homem, um dos pólos da maniquéia. O homem e o animal é um dos pólos da maniquéia, que no homem é doutrina, ou enriquecida com doutrina; no animal é senso prático.
A concepção de perfeição, que está no direito e em toda parte, está contextualizada em Aristóteles, ou pode ser contextualizada lendo o filósofo, porquanto é uma concepção dada pelo estagirita ao abordar a circunferencia, que é o " em torno"(per) feito: a circunferencia é um em torno, um anel, que , em natureza, fora do espaço geométrico, se anela esferóide, próxima à idealização da esfera na circunferencia. Este conceito de perfeição nem é uma ideia, mas uma mera descrição da circunferencia, ou seja, um conceito "concebido" na geometria, que é uma língua-linguagem destinada ao simbólico puro, ao espaço-tempo não fenomênico, mas meramente conceptual, intelectual; um puro pensar ou aprimorar o pensar.
A circunferencia dá uma ideia da ideia, da ideia platônica, bem como todas as figuras geométricas. Figuras que se iniciam e finalizam em si mesmo, criando ou abrindo um espaço ou buraco ( negro) e brusco de espaço no espaço, esquecendo ou eliminando o tempo e o mundo real das coisas observadas através da fenomenologia. São paradigmas da abstração ou da capacidade do homem de abstrair através de conceitos desenhados, figurados, ou escritos, em símbolos ou signos. Signos que algumas vezes são símbolos e símbolos que são signos, conforme a escrita hieroglífica ou alfabética.